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Médico acusado de feminicídio vira réu por ameaçar promotora

O médico acusado de feminicídio em Mato Grosso agora responde por ameaçar a promotora do caso. Confira os detalhes desta nova denúncia aceita pela Justiça.

médico acusado de feminicídio: O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, acusado de matar a namorada, agora responde por ameaçar a promotora responsável pelo seu caso.

médico acusado de feminicídio — O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello tornou-se réu em um novo processo criminal. Ele é acusado de ameaçar a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo, que atua na acusação do caso em que ele responde pelo feminicídio de sua namorada, Kethlyn Vitoria de Souza, de 15 anos.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o profissional teria tentado financiar um atentado contra a representante do órgão. O crime de feminicídio ocorreu em maio de 2025, na cidade de Guarantã do Norte, localizada a 709 km de Cuiabá.

Médico acusado de feminicídio vira réu por ameaçar promotora

Além disso, A denúncia aponta que a ameaça teria ocorrido em 30 de junho deste ano. Na ocasião, Bruno estava detido preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo. O médico demonstrava insatisfação com a conduta da promotora no processo.

De acordo com os autos, durante o banho de sol, o acusado teria questionado outros detentos sobre a possibilidade de contratar alguém para realizar um atentado. Ele temia que a promotora prejudicasse sua defesa durante a sessão plenária do Tribunal do Júri.

Portanto, O Ministério Público detalhou os pontos principais da acusação contra o médico:

Bruno teria oferecido uma quantia elevada em dinheiro para viabilizar o ataque. O recurso para o pagamento viria de uma futura herança do acusado. A intenção seria intimidar a promotora e impedir o exercício de suas funções. O documento foi protocolado pelo MPMT no dia 15 de outubro. Na segunda-feira (19), o juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, aceitou a denúncia, tornando o médico réu. Atualmente, desde julho, ele está custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Relembrando o caso, Kethlyn Vitória de Souza foi baleada na cabeça na madrugada de 3 de maio de 2025. O médico a levou ao Hospital Nossa Senhora do Rosário, onde a equipe tentou reanimá-la por 40 minutos, sem sucesso. Após o óbito, Bruno teria danificado instalações da unidade hospitalar e fugido.

Dois dias depois, em 5 de maio, o acusado se apresentou à Polícia Civil acompanhado de seu advogado. Na época, ele alegou que o disparo que vitimou a adolescente teria sido acidental. Para conferir mais detalhes sobre o andamento de processos judiciais, acesse a nossa categoria de notícias.

Em decorrência da gravidade do caso, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância. O objetivo é apurar a conduta ética do médico diante das acusações criminais. O órgão afirmou que acompanha de perto o desenrolar das investigações. Para mais atualizações, acompanhe as últimas notícias .

Fonte: rdnews.com.br